terça-feira, 20 de junho de 2017

Para quem me lê




Escrevo para ti...sim só para ti
que neste preciso momento, me lês
este poema que na solidão escrevi,
escurecia o dia, seriam umas dez

Eu procurava palavras no pensamento
para que não tivesses que reclamar,
por isso, com todo o meu sentimento
fiz estes versos para os poderes cantar

Sei que são simples, talvez até sem valor,
mas quando são feitos com tanto carinho
significam que foram nascidos do amor,
tal como aquele, com se faz o bom vinho

Se porventura tiveres gostado deste poema
podes dizer algo, para que eu fique a saber,
sempre fica em mim, perfume de alfazema
quando sei que há aí, quem gosta de me ler

José Carlos Moutinho

quarta-feira, 31 de maio de 2017

RUI MONIZ E ASSIM VAI ESTE MUNDO

Para la da Janela - Rui Moniz

Sou

...
Sou grito estrangulado
e palavra silenciada
sou a inquietude do gesto
e olhar viajante
sou maturidade do tempo...
jamais serei o que, os que me olham,
pensam que sou!
Sou, simplesmente eu ,
como sou...
e nem sei se gostaria de ser de outra maneira

José Carlos Moutinho

Utopias

...
Sob o escaldante sol
nasciam sombras pintadas de sorrisos
que languidamente se estendiam pelo asfalto negro,
deixavam-se pisar por pés indiferentes
que camnhavam ausentes dos afectos
oferecidos pelo chão da vida,
naquela tarde de verão,
e que jamais, voltaria a ser exactamente como aquela,
que generosamente sorria aos passantes,
neste mundo onde os olhares se fecham ao que nos cerca

José Carlos Moutinho

quinta-feira, 25 de maio de 2017

Convite

Amigos de Guimarães e não só...
terei imenso gosto na vossa presença, hoje, dia 25 Maio, pelas 18,30 h.
Entrada livre.

Palavras

...
Quando as palavras dentro de mim se inquietam
aconchego-as em serenos pensamentos...
e, quando elas se acalmam,
e, silenciosamente me dizem das suas emoções,
faço das minhas mãos, asas,
para que as palavras possam voar
até onde serão desenhadas,
poderá ser no papel
ou em qualquer outro jardim de sentimentos...
e da solidão que nos envolve,
(palavras,minhas mãos e meu sentir)
nasce o poema,
ou o que eu, desenhador de palavras, pense ser poema.

José Carlos Moutinho

sexta-feira, 19 de maio de 2017

Sou como o vento

"CORAÇÃO DUMA CEREJA"

Viajar pela nostalgia

Sorrisos



...
Deixei pousar nas minhas mãos abertas
os sorrisos que pelo ar voavam,
aconchegaram-se por instantes,
e, depois de me sorrirem, soltaram-se
voltaram a voar...
quiçá, em busca de outros sorrisos
que os alimente e lhes dê força para continuarem a voar
pela eternidade dos tempos,
os sorrisos são manancial de vida
que, ao fenecerem serão fim de viagem

José Carlos Moutinho

Voei...

...
Vesti-me de brisa,
deixei-me levar pela vontade do tempo,
em algumas esquinas encontrei solidão,
noutras só vi o vazio,
houve ainda umas outras, onde ouvi gargalhadas,
e tantas mais onde só vi fome e desalento...
continuei o meu voo impulsionado pelo sopro da vida
até encontrar a alegria plena da felicidade...
e voei...voei...
até me cansar!
Desisti do voo, despi-me da brisa,
não encontrei o que eu procurava

José Carlos Moutinho
(©)Todos os direitos reservados por lei

Amarras




Ela dizia que as pedras que pisava pelo caminho
eram feitas de veludo,
e, que os seus pés sentiam a sua caricia...

Ela viera das amarras do tempo
que a confinara à solidão,
os murmúrios que ouvira
eram segredo guardado no seu peito...
doíam-lhes as lembranças!

Agora nesta sua derradeira caminhada,
ela sorria ao tempo
que lhe retribuía envergonhado


José Carlos Moutinho